Diagnóstico correto e tratamento médico individualizado, baseado em evidências científicas, para os diferentes tipos de depressão — presencial em Goiânia e por telemedicina para todo o Brasil.
Segundo os critérios do DSM-5-TR, a depressão maior é considerada quando vários destes sinais persistem por pelo menos duas semanas, na maior parte do dia, quase todos os dias, causando prejuízo real na vida da pessoa.
Sensação contínua de desânimo, vazio ou desesperança que dura semanas e não melhora com o tempo.
Anedonia: atividades que antes traziam satisfação deixam de interessar, incluindo trabalho, lazer e relacionamentos.
Insônia (dificuldade para dormir) ou hipersonia (sono excessivo), quase todos os dias.
Cansaço desproporcional mesmo após repouso, dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia.
Redução ou aumento significativo do apetite, com perda ou ganho de peso não intencional.
Problemas para pensar, tomar decisões ou manter o foco em tarefas do trabalho ou estudo.
Autocrítica excessiva, sentimento de culpa desproporcional ou de não ter valor.
Pensamentos recorrentes sobre morte ou sobre não valer a pena viver, com ou sem plano estruturado — sintoma que exige avaliação médica imediata.
O tratamento é conduzido dentro das diretrizes médicas atuais — Associação Brasileira de Psiquiatria, APA e CANMAT — com a farmacoterapia (principalmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina e os inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina) como base do tratamento na maioria dos casos moderados a graves. A escolha da medicação depende diretamente do subtipo de depressão identificado na avaliação.
As consultas incluem também uma escuta ativa e orientação sobre mudanças de estilo de vida com impacto direto no quadro depressivo: regularização do sono, prática de atividade física, exposição à luz solar, redução do consumo de álcool e ajustes alimentares. Essas mudanças não substituem o tratamento medicamentoso quando ele é necessário, mas fazem parte do plano terapêutico desde a primeira consulta.
Quando duas ou mais tentativas de tratamento farmacológico adequado (dose e tempo corretos) não trazem resposta satisfatória, fala-se em depressão resistente ao tratamento. Nesses casos, a condução pode envolver otimização da dose, troca de classe medicamentosa, associação de medicações ou potencialização — sempre com reavaliação cuidadosa do diagnóstico antes de qualquer mudança, já que um subtipo mal identificado é uma das causas mais comuns de “resistência” aparente ao tratamento.
É um transtorno do humor caracterizado por tristeza ou perda de interesse persistentes por pelo menos duas semanas, acompanhadas de outros sintomas físicos e cognitivos, com prejuízo real na vida da pessoa.
Não. Existem vários subtipos — melancólica, atípica, com sintomas psicóticos, distimia, pós-parto, entre outros — e identificar o subtipo correto é essencial para escolher o tratamento mais eficaz.
É quando o paciente não responde adequadamente a duas ou mais tentativas de tratamento farmacológico bem conduzidas (dose e tempo corretos), exigindo reavaliação diagnóstica e estratégias adicionais.
Antidepressivos não causam dependência química como benzodiazepínicos ou estimulantes. Pode haver sintomas de descontinuação se a suspensão for feita de forma abrupta, por isso a retirada deve sempre ser gradual e orientada pelo médico.
Varia por caso, mas o tratamento do primeiro episódio costuma durar entre 6 e 12 meses após a melhora dos sintomas, podendo ser mais longo em quadros recorrentes ou resistentes.
Na maioria dos quadros moderados a graves, a medicação é a base do tratamento, mas mudanças de estilo de vida — sono, atividade física, alimentação — fazem parte do plano e potencializam os resultados.