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Depressão e depressão resistente ao tratamento

Psiquiatra para depressão em Goiânia e online

Diagnóstico correto e tratamento médico individualizado, baseado em evidências científicas, para os diferentes tipos de depressão — presencial em Goiânia e por telemedicina para todo o Brasil.

★★★★★ 300+ avaliações verificadas · Doctoralia · nota 5,0
Entenda os sinais

Depressão vai além da tristeza passageira

Segundo os critérios do DSM-5-TR, a depressão maior é considerada quando vários destes sinais persistem por pelo menos duas semanas, na maior parte do dia, quase todos os dias, causando prejuízo real na vida da pessoa.

01

Tristeza ou vazio persistente

Sensação contínua de desânimo, vazio ou desesperança que dura semanas e não melhora com o tempo.

02

Perda de interesse ou prazer

Anedonia: atividades que antes traziam satisfação deixam de interessar, incluindo trabalho, lazer e relacionamentos.

03

Alterações de sono

Insônia (dificuldade para dormir) ou hipersonia (sono excessivo), quase todos os dias.

04

Fadiga e perda de energia

Cansaço desproporcional mesmo após repouso, dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia.

05

Alterações de apetite ou peso

Redução ou aumento significativo do apetite, com perda ou ganho de peso não intencional.

06

Dificuldade de concentração

Problemas para pensar, tomar decisões ou manter o foco em tarefas do trabalho ou estudo.

07

Sentimentos de culpa ou inutilidade

Autocrítica excessiva, sentimento de culpa desproporcional ou de não ter valor.

08

Pensamentos sobre morte

Pensamentos recorrentes sobre morte ou sobre não valer a pena viver, com ou sem plano estruturado — sintoma que exige avaliação médica imediata.

Diagnóstico

Depressão não é um diagnóstico único

Existem vários subtipos de depressão — depressão melancólica, depressão atípica, depressão com sintomas psicóticos, transtorno depressivo persistente (distimia), depressão pós-parto e depressão associada a outras doenças clínicas, entre outros — e cada um pode responder melhor a uma estratégia de tratamento diferente. Por isso o diagnóstico é, na prática, a parte mais importante e mais complexa de todo o processo: chegar ao subtipo correto, e não apenas rotular o quadro como “depressão” de forma genérica, é o que determina qual tratamento vai realmente funcionar.

Além disso, antes de fechar o diagnóstico é preciso descartar quadros que se parecem com a depressão, mas exigem condutas diferentes: episódios de humor elevado ou irritabilidade no passado sugerem transtorno bipolar, e mudam completamente a escolha do tratamento; hipotireoidismo, anemia e deficiências de vitamina B12, D e folato também podem causar sintomas depressivos e precisam ser rastreados; o luto normal, apesar de doloroso, tem uma trajetória diferente da depressão clínica.
Última revisão de conteúdo: Julho/2026 · Dr. Fernando Loyola · CRM-GO 26390 · RQE 19335
Tratamento

Como é o tratamento médico da depressão

O tratamento é conduzido dentro das diretrizes médicas atuais — Associação Brasileira de Psiquiatria, APA e CANMAT — com a farmacoterapia (principalmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina e os inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina) como base do tratamento na maioria dos casos moderados a graves. A escolha da medicação depende diretamente do subtipo de depressão identificado na avaliação.

As consultas incluem também uma escuta ativa e orientação sobre mudanças de estilo de vida com impacto direto no quadro depressivo: regularização do sono, prática de atividade física, exposição à luz solar, redução do consumo de álcool e ajustes alimentares. Essas mudanças não substituem o tratamento medicamentoso quando ele é necessário, mas fazem parte do plano terapêutico desde a primeira consulta.

Depressão resistente ao tratamento

Quando duas ou mais tentativas de tratamento farmacológico adequado (dose e tempo corretos) não trazem resposta satisfatória, fala-se em depressão resistente ao tratamento. Nesses casos, a condução pode envolver otimização da dose, troca de classe medicamentosa, associação de medicações ou potencialização — sempre com reavaliação cuidadosa do diagnóstico antes de qualquer mudança, já que um subtipo mal identificado é uma das causas mais comuns de “resistência” aparente ao tratamento.

Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes sobre depressão

O que é depressão maior?

É um transtorno do humor caracterizado por tristeza ou perda de interesse persistentes por pelo menos duas semanas, acompanhadas de outros sintomas físicos e cognitivos, com prejuízo real na vida da pessoa.

Existe só um tipo de depressão?

Não. Existem vários subtipos — melancólica, atípica, com sintomas psicóticos, distimia, pós-parto, entre outros — e identificar o subtipo correto é essencial para escolher o tratamento mais eficaz.

O que é depressão resistente ao tratamento?

É quando o paciente não responde adequadamente a duas ou mais tentativas de tratamento farmacológico bem conduzidas (dose e tempo corretos), exigindo reavaliação diagnóstica e estratégias adicionais.

Antidepressivo causa dependência?

Antidepressivos não causam dependência química como benzodiazepínicos ou estimulantes. Pode haver sintomas de descontinuação se a suspensão for feita de forma abrupta, por isso a retirada deve sempre ser gradual e orientada pelo médico.

Quanto tempo dura o tratamento para depressão?

Varia por caso, mas o tratamento do primeiro episódio costuma durar entre 6 e 12 meses após a melhora dos sintomas, podendo ser mais longo em quadros recorrentes ou resistentes.

Só remédio resolve a depressão?

Na maioria dos quadros moderados a graves, a medicação é a base do tratamento, mas mudanças de estilo de vida — sono, atividade física, alimentação — fazem parte do plano e potencializam os resultados.

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