Avaliação e tratamento psiquiátrico da ludopatia (transtorno do jogo), com consulta presencial no Setor Oeste, em Goiânia, ou por telemedicina para qualquer lugar do Brasil.
A ludopatia, também chamada de jogo patológico ou transtorno do jogo, costuma começar devagar. No início a aposta é um passatempo, depois vira hábito, e em algum momento a pessoa percebe que já não consegue ficar sem apostar. A psiquiatria usa nove critérios para identificar o problema. Veja se você se reconhece em algum deles:
Com o tempo, é preciso apostar mais para sentir a mesma empolgação do começo.
Já prometeu a si mesmo que ia parar ou diminuir, tentou mais de uma vez e acabou voltando a apostar.
Quando tenta ficar sem apostar, sente inquietação, ansiedade ou irritação.
Relembra apostas antigas, planeja as próximas ou fica pensando em como arrumar dinheiro para jogar.
Aposta para tentar se sentir melhor quando está ansioso, triste, culpado ou estressado.
Depois de perder, volta a apostar para recuperar o prejuízo. É um dos sinais mais comuns do transtorno.
Esconde da família, do parceiro ou dos amigos quanto aposta e quanto já perdeu.
Já colocou em risco ou perdeu um relacionamento, um emprego ou os estudos por causa do jogo.
Precisa pedir dinheiro a familiares e amigos, ou fazer empréstimos, para pagar dívidas de aposta.
Para fechar o diagnóstico de transtorno do jogo, é preciso ter pelo menos 4 desses 9 critérios nos últimos 12 meses. Quanto mais critérios, mais grave o quadro: leve com 4 ou 5, moderado com 6 ou 7 e grave com 8 ou 9. O valor perdido não entra na conta. Tem gente que perde pouco e já tem o transtorno, e gente que movimenta muito dinheiro sem ter.
Na avaliação também é preciso descartar duas situações que podem parecer ludopatia. A primeira é um episódio de mania no transtorno bipolar, em que apostar demais é um dos sintomas e melhora quando a mania é tratada. A segunda é o efeito de alguns remédios usados na doença de Parkinson e na síndrome das pernas inquietas, os agonistas dopaminérgicos, que podem provocar vontade compulsiva de jogar. Essa diferenciação é médica e muda completamente o tratamento, por isso a avaliação psiquiátrica é o ponto de partida.
Na mesma avaliação, o psiquiatra investiga o que costuma aparecer junto, como depressão, ansiedade, TDAH e uso de álcool. Quando só o jogo é tratado e essas condições ficam de lado, a chance de recaída é maior.
O tratamento da ludopatia começa pela consulta com o psiquiatra. A partir do diagnóstico, ele monta e acompanha um plano individual, que costuma juntar medicação, psicoterapia e medidas práticas para dificultar o acesso às apostas. As consultas de retorno servem para ajustar esse plano conforme a resposta de cada paciente.
A medicação tem papel importante no tratamento. A naltrexona, usada fora da bula para esse fim, tem estudos que mostram redução da vontade de apostar, principalmente em quem tem casos de alcoolismo na família. Além disso, boa parte dos pacientes com ludopatia também tem depressão, ansiedade, TDAH ou transtorno bipolar, condições que respondem bem ao tratamento com remédios. Tratar essas condições diminui a angústia e a impulsividade que levam à aposta e costuma melhorar muito o controle sobre o jogo. A escolha do medicamento é sempre individual e feita na avaliação psiquiátrica.
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é a psicoterapia mais estudada para a ludopatia e entra no plano junto com o acompanhamento psiquiátrico. Nela, a pessoa aprende a reconhecer os pensamentos que mantêm o jogo, como a ideia de que a próxima aposta vai recuperar o prejuízo, e monta estratégias para os momentos de maior risco.
Algumas medidas simples ajudam muito no dia a dia: pedir a autoexclusão nas casas de apostas, instalar aplicativos que bloqueiam sites de jogo, combinar com alguém de confiança um controle maior sobre o dinheiro e participar de grupos de apoio, como os Jogadores Anônimos. Essas medidas são orientadas e acompanhadas nas consultas.
Muitas vezes a dívida é o que mais preocupa quem chega à consulta, e também o assunto mais difícil de falar. Ela entra no plano de tratamento desde o começo, porque enquanto a situação financeira não é organizada, a pressão para pagar o que se deve continua sendo um dos principais motivos para voltar a apostar.
É doença. A ludopatia aparece na CID-11 como transtorno do jogo (código 6C50) e, no DSM-5-TR, está na mesma categoria das dependências químicas. O cérebro de quem tem o transtorno responde às apostas de forma parecida com o de quem é dependente de álcool ou de outras drogas. A culpa e a vergonha que a pessoa sente fazem parte do quadro e costumam melhorar com o tratamento.
O mais importante é perceber se você ainda tem controle. Alguns sinais de alerta: já tentou parar e não conseguiu, aposta para aliviar a angústia, volta no dia seguinte para recuperar o que perdeu ou esconde de alguém quanto joga. O diagnóstico formal pede pelo menos 4 dos 9 critérios nos últimos 12 meses, mas se você já se reconhece em um ou dois deles, vale procurar ajuda cedo.
O melhor começo é o psiquiatra. É ele quem faz o diagnóstico, descarta causas como um episódio de mania ou o efeito de algum remédio, trata com medicação as condições que costumam vir junto e indica a psicoterapia como parte do plano. Psiquiatra e psicólogo trabalham juntos, e o acompanhamento psiquiátrico organiza o tratamento como um todo.
Sim, a medicação faz parte do tratamento. A naltrexona, usada fora da bula para esse fim, tem estudos que mostram redução da vontade de apostar. E como a ludopatia costuma vir junto com depressão, ansiedade, TDAH ou transtorno bipolar, tratar essas condições com remédio muitas vezes é o que mais ajuda a pessoa a retomar o controle. A indicação é sempre individual, feita na consulta psiquiátrica.
Não é obrigatório, e tudo o que é dito na consulta é sigiloso. Mas, quando o paciente concorda, ter alguém de confiança ajudando a organizar o dinheiro costuma fazer muita diferença, porque a pessoa não fica sozinha tentando resistir. É um assunto conversado com calma, no seu tempo.
Sim. O acompanhamento psiquiátrico da ludopatia, incluindo a prescrição de medicamentos, pode ser feito por consulta online, já que não depende de exame físico. O atendimento por telemedicina vale para todo o Brasil, e o presencial é feito em Goiânia.
Pode, sim. Alguns remédios usados na doença de Parkinson e na síndrome das pernas inquietas (os agonistas dopaminérgicos, como o pramipexol) podem causar vontade compulsiva de jogar, mesmo em quem nunca teve problema com apostas. Nesses casos, o primeiro passo é conversar com o médico que receitou para rever a medicação.