Avaliação e tratamento psiquiátrico de pessoas idosas, com atenção às doenças clínicas e aos remédios que o paciente já usa. Consulta presencial no Setor Oeste, em Goiânia, ou por telemedicina para todo o Brasil.
Muita coisa que a família atribui à idade é doença tratável. Tristeza, medo constante, sono virado e esquecimento não fazem parte do envelhecimento normal. Veja os sinais que pedem uma consulta:
Mais de duas semanas sem vontade de fazer o que sempre gostou, com desânimo que a família já percebe.
Deixou de sair, de atender o telefone, de ir à igreja ou de ver os netos, e passa a maior parte do dia sozinho.
Dor, tontura, peso no corpo e mal-estar que já foram investigados pelo clínico e não têm causa encontrada.
Dorme de dia, passa a noite acordado, acorda de madrugada e não volta a dormir, ou depende de remédio para dormir.
Repetir a mesma pergunta, esquecer compromissos, trocar os remédios ou se perder em lugares conhecidos.
Ficar bravo com facilidade, acusar pessoas da casa, ver ou ouvir coisas que os outros não veem.
Comer pouco, pular refeições e emagrecer sem estar de dieta ou em tratamento para isso.
Precisar de doses cada vez maiores de remédio para dormir ou para a ansiedade, e não conseguir ficar sem.
Frases como "já vivi demais" ou "eu só atrapalho" precisam ser levadas a sério e avaliadas sem demora.
É a queixa mais comum do consultório nessa faixa de idade e a mais confundida com a própria velhice. No idoso, a depressão nem sempre aparece como choro ou tristeza declarada. Ela se mostra como desânimo, dor pelo corpo, falta de apetite, sono ruim e queixa de memória. Tem tratamento, e a resposta costuma ser boa.
Preocupação constante com a saúde, medo de sair de casa, medo de cair, aperto no peito e falta de ar que levam ao pronto-socorro sem que se encontre alteração no coração.
O sono muda com a idade, mas noites inteiras acordado não são normais. Boa parte dos pacientes chega usando calmante há anos, o que aumenta o risco de queda e de confusão. Organizar isso é parte do tratamento.
A avaliação começa por separar o esquecimento do envelhecimento normal, a perda de memória causada por depressão e o início de uma demência. Quando há demência, o psiquiatra cuida especialmente dos sintomas de comportamento, que são os que mais pesam para a família: agitação, agressividade, inversão do sono, desconfiança, ver ou ouvir coisas que não existem e apatia.
Pacientes que já tinham o diagnóstico precisam de ajuste do tratamento com o passar dos anos, porque o corpo responde de outro jeito aos remédios. Também existem quadros psicóticos que começam tarde e exigem investigação cuidadosa.
Perder o companheiro de uma vida, parar de trabalhar, adoecer ou deixar de dirigir são perdas reais. Sofrer com isso é esperado. Quando o sofrimento se prolonga, tira o sono e o apetite e paralisa a pessoa, passa a ser caso de avaliação.
O uso prolongado de benzodiazepínicos e o consumo de álcool que aumentou depois da aposentadoria ou da viuvez aparecem com frequência e costumam passar despercebidos.
A primeira consulta é mais longa. Além da história do paciente, entram o relato de quem convive com ele, quando o paciente autoriza, e a lista completa dos remédios em uso, incluindo os que foram receitados por outros médicos e os que a pessoa toma por conta própria. É comum um idoso usar cinco ou mais medicamentos ao mesmo tempo, e alguns deles provocam justamente os sintomas que motivaram a consulta.
Na avaliação, o psiquiatra investiga causas clínicas que imitam doença mental, como problemas da tireoide, anemia, falta de vitamina B12, infecção urinária, dor mal controlada e alterações do sono. Também é feita uma avaliação da memória e da atenção, e são solicitados exames quando necessário. Uma confusão mental que começou em poucos dias é outra história, chama-se delirium, e é uma situação de urgência médica.
O resultado dessa avaliação é um plano com hipótese diagnóstica, o que tratar primeiro e o que pode ser retirado. As consultas de retorno servem para ajustar esse plano.
O tratamento é conduzido pelo psiquiatra e montado caso a caso. O princípio que guia as escolhas é simples de enunciar e exige experiência para aplicar: começar com doses baixas, subir devagar e usar o menor número possível de medicamentos.
A escolha do remédio leva em conta a pressão, o coração, os rins, o risco de queda e tudo o que o paciente já toma. Antidepressivos, estabilizadores de humor e, quando necessário, antipsicóticos em dose baixa têm indicação clara na terceira idade, desde que bem escolhidos e acompanhados de perto.
Parte importante do tratamento é suspender medicamentos que atrapalham mais do que ajudam, como calmantes usados por anos. Essa retirada é gradual e acompanhada, para não haver sintomas de abstinência nem volta da insônia.
Quem cuida precisa saber o que esperar, como lidar com agitação e desconfiança, como organizar os remédios e quando procurar ajuda. Essa orientação faz parte da consulta e costuma aliviar bastante a sobrecarga de quem cuida.
A psicoterapia entra no plano quando há indicação, e funciona bem em quadros de depressão, ansiedade e luto. Junto com ela, medidas de rotina ajudam no resultado: sono em horário regular, luz do sol pela manhã, atividade física possível para a idade e convivência social.
O acompanhamento é feito em diálogo com o geriatra, o clínico, o cardiologista e o neurologista, porque no idoso a saúde mental e a saúde física andam juntas.
Não existe uma idade de corte. O atendimento é para adultos de qualquer idade, e pessoas idosas são hoje uma boa parte dos pacientes do consultório. O que muda no atendimento de quem tem mais de 60 anos é o cuidado com as doenças clínicas que já existem, com os remédios que a pessoa já toma e com a memória.
Não. Esquecer nomes ou onde guardou um objeto pode acontecer no envelhecimento normal. A depressão no idoso também prejudica a memória e a atenção, e nesses casos o quadro melhora quando a depressão é tratada. E há remédios de uso comum, como calmantes e alguns para dormir, que deixam a pessoa mais lenta e confusa. Separar essas situações da demência é uma avaliação médica, e é ela que define o tratamento.
Pode, e em muitos casos deve. A diferença é técnica: o psiquiatra escolhe medicamentos com menor risco de queda, de confusão mental e de interação com os remédios do coração, da pressão e do diabetes, começa com doses menores e aumenta devagar. O acompanhamento nas primeiras semanas é mais próximo por causa disso.
Na maioria das vezes sim, com um plano. O uso prolongado de benzodiazepínicos, como clonazepam e diazepam, aumenta o risco de queda, de fratura e de perda de memória no idoso. A retirada é feita de forma gradual e acompanhada, junto com o tratamento do que estava por trás da insônia. Parar por conta própria não é seguro.
É comum, principalmente numa geração que cresceu ouvindo que procurar psiquiatra é sinal de fraqueza ou de loucura. Costuma ajudar apresentar a consulta como uma avaliação de saúde, falar dos sintomas que incomodam de fato, como o sono ruim, a falta de energia ou a dor sem causa, e ir junto na primeira vez. A família pode entrar em contato antes para conversar sobre como conduzir isso.
Sim, e é bem-vinda quando o paciente concorda. Um familiar costuma trazer informações que o próprio paciente não percebe, como mudanças de comportamento e esquecimentos. Também é a pessoa que ajuda a organizar os remédios em casa. O sigilo médico continua valendo, e o que será compartilhado é combinado com o paciente.
Funciona em boa parte dos casos, principalmente nos retornos e quando alguém da família ajuda com a chamada de vídeo. Algumas situações pedem consulta presencial, como uma primeira avaliação de perda de memória ou um quadro de confusão mental que começou de repente. Nessas horas isso é dito com clareza na consulta.
O atendimento é particular, sem convênio. A maior parte dos planos de saúde reembolsa uma parte do valor da consulta com psiquiatra, e a clínica prepara toda a documentação para esse pedido: nota fiscal, recibo com CPF, CRM e o código do procedimento e, quando o plano pede, relatório médico com o CID. Com esses documentos, o pedido é feito direto no aplicativo ou no site do plano. Quanto volta depende do contrato de cada um, e essa informação quem dá é a operadora.