Avaliação e tratamento psiquiátrico de adolescentes a partir de 12 anos, com espaço para o adolescente falar e orientação clara para os pais. Presencial no Setor Oeste, em Goiânia, ou por telemedicina.
A adolescência tem mudanças de humor e conflitos que fazem parte do crescimento. O que muda o cenário é a intensidade, a duração e o prejuízo: quando dura semanas, atrapalha a escola, o sono e as relações, ou quando aparece risco, é hora de avaliar.
Notas caindo, faltas, dificuldade de acompanhar a turma ou recusa em ir à escola.
Parou de sair, largou amizades, passa o dia no quarto e evita a própria família.
Explosões, brigas frequentes em casa e reações desproporcionais a coisas pequenas.
Semanas seguidas sem ânimo, chorando com facilidade ou dizendo que nada tem graça.
Cortes, arranhões ou queimaduras, muitas vezes escondidos com manga comprida. Pede avaliação sem demora.
Frases sobre não querer mais viver, mesmo ditas de forma vaga ou em tom de brincadeira.
Passa a noite acordado, dorme de dia e chega à escola exausto.
Jogo ou celular tomando o lugar do estudo, do sono e da convivência, incluindo apostas online.
Uso que começou cedo, aumentou de frequência ou já trouxe problema na escola e em casa.
Crises com falta de ar e taquicardia, medo de falar em público, dor de barriga antes da escola.
Comer muito menos ou muito mais, preocupação exagerada com peso e mudança rápida de peso.
Falar coisas sem nexo, achar que está sendo perseguido, ouvir vozes. Precisa de avaliação médica rápida.
A primeira consulta tem duas partes. Em uma delas, os pais participam e contam o que observam em casa, na escola e nas relações, além do histórico de saúde e da história da família. Na outra, o adolescente fica sozinho com o médico. Essa parte é essencial, porque é nela que aparecem assuntos que dificilmente seriam ditos na frente dos pais.
O sigilo é explicado no começo, para os dois lados, com os limites ditos com clareza. Situações de risco de vida são sempre compartilhadas com os responsáveis, e isso o adolescente sabe desde o primeiro minuto. Esse acordo é o que torna possível uma conversa honesta.
A avaliação inclui sono, alimentação, uso de telas e de substâncias, desempenho escolar, relações, histórico de desenvolvimento e antecedentes na família. Quando necessário, são solicitados exames e pedido contato com a escola, sempre com autorização.
O tratamento é conduzido pelo psiquiatra, que faz o diagnóstico, define o plano e acompanha a evolução. Nem todo adolescente precisa de remédio, e essa decisão é médica, tomada caso a caso e conversada com a família.
Em quadros de intensidade moderada a grave, em situações de risco e em condições como TDAH, depressão, transtorno bipolar e quadros psicóticos, a medicação tem papel central. A escolha leva em conta a idade e o efeito sobre sono, apetite e concentração, com doses iniciais baixas e acompanhamento próximo nas primeiras semanas.
A psicoterapia faz parte do plano na maioria dos casos dessa faixa etária e é indicada e acompanhada junto com o tratamento médico.
Pais bem orientados mudam o resultado do tratamento. Entram na conversa limites e rotina, uso de telas e jogos, sono, como reagir a crises, o que observar e quando procurar ajuda imediata.
Quando o quadro afeta o desempenho escolar, o plano pode incluir relatório e orientações para a escola, com autorização da família, para que as adaptações necessárias sejam feitas.
A partir dos 12 anos. Crianças menores de 12 não são atendidas no consultório, e nesses casos a indicação é procurar um psiquiatra da infância e adolescência.
Sim. Na primeira consulta é comum conversar com os pais e com o adolescente juntos em um momento, e com o adolescente sozinho em outro. Essa divisão importa: há coisas que o adolescente só conta quando está sozinho, e há informações que só os pais têm.
O adolescente tem direito ao sigilo, e isso é explicado a ele e aos pais logo no começo. Os pais recebem o que é necessário para cuidar: o diagnóstico, o plano de tratamento, os remédios e os riscos. O conteúdo íntimo do que o adolescente relata é preservado, com uma exceção clara: situações de risco de vida, como ideia de suicídio, automutilação grave ou abuso, que são sempre comunicadas.
É comum, e forçar costuma piorar. Ajuda explicar que a consulta é uma conversa, que ele não será julgado e que nada será decidido sem que ele saiba. Também ajuda deixar claro que ele terá um tempo a sós com o médico. Se a recusa se mantiver e houver risco, os pais podem vir primeiro para orientação sobre como conduzir.
Não é esse o objetivo nem o resultado esperado de um tratamento bem conduzido. Nem todo adolescente precisa de medicação. Quando há indicação, a escolha é feita com atenção à idade, começando com doses baixas, com acompanhamento próximo no início e com orientação clara sobre o que observar em casa. Sedação excessiva é sinal de ajuste necessário, não de tratamento correto.
Ansiedade, crises de pânico, depressão, automutilação, TDAH, TOC, transtorno bipolar, quadros psicóticos, TEA, uso de álcool e outras drogas, dependência de jogos e apostas e alterações do sono. Dificuldades ligadas a bullying, conflitos em casa e pressão escolar também entram na avaliação.
Pode, principalmente nos retornos, com a participação dos pais no início e no fim da consulta. Primeiras avaliações, casos com risco e quadros mais graves ficam melhores presencialmente.
Se o adolescente estiver em risco de vida agora, procure o pronto-socorro mais próximo ou ligue 192. O CVV atende 24 horas pelo telefone 188 e é gratuito. Marcar consulta não substitui atendimento de urgência.
O atendimento é particular, sem convênio. A maior parte dos planos de saúde reembolsa uma parte do valor da consulta com psiquiatra, e a clínica prepara toda a documentação para esse pedido: nota fiscal, recibo com CPF, CRM e o código do procedimento e, quando o plano pede, relatório médico com o CID. Com esses documentos, o pedido é feito direto no aplicativo ou no site do plano. Quanto volta depende do contrato de cada um, e essa informação quem dá é a operadora.