Muitos adultos convivem há anos com distração, esquecimentos e procrastinação sem saber se é TDAH. O diagnóstico é clínico, feito pelo psiquiatra com uma avaliação detalhada da sua história, desde a infância.
Nenhum sinal isolado fecha o diagnóstico. O que importa é o conjunto, a intensidade e o impacto.
Perder o fio em reuniões e leituras, cometer erros por descuido, ter dificuldade de concluir tarefas.
Adiar o que é importante, se perder em prazos e compromissos, acumular pendências.
Perder objetos, esquecer contas, recados e combinados com frequência.
Sensação de motor ligado, interromper os outros, decisões e gastos por impulso.
Os sinais costumam vir de cedo, mesmo que só tenham atrapalhado mais na vida adulta.
Impacto no trabalho, nos estudos, nas finanças ou nos relacionamentos.
Não existe exame de sangue ou de imagem que confirme o TDAH. O diagnóstico é feito pelo psiquiatra em consulta, com uma entrevista detalhada sobre os sintomas atuais e sobre a infância, já que o TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento e começa cedo.
Uma parte essencial da avaliação é diferenciar o TDAH de outras condições que também tiram a atenção, como ansiedade, depressão, transtorno bipolar, privação de sono, uso de substâncias e alterações da tireoide. Muitas vezes o TDAH vem junto com algum desses quadros, e todos precisam ser tratados.
Escalas de sintomas e, em alguns casos, avaliação neuropsicológica ajudam, mas não substituem a consulta. Testes online servem no máximo como ponto de partida para procurar avaliação.
Confirmado o diagnóstico, o tratamento é individualizado: medicação quando indicada, orientação para organização da rotina, psicoeducação e, quando necessário, psicoterapia. Laudo e relatório podem ser emitidos para trabalho, faculdade e concursos.
Situações concretas em que a desatenção ou a impulsividade atrapalharam, no trabalho, nos estudos e em casa.
Boletins, observações de professores ou lembranças de como era na escola ajudam a reconstruir a infância.
Pais, irmãos ou cônjuge podem participar, com sua permissão, e contar o que observam.
Não. O diagnóstico é clínico, feito pelo psiquiatra com base na história, nos sintomas atuais e na infância. Escalas e avaliação neuropsicológica podem complementar, mas não substituem a consulta.
Serve apenas como ponto de partida. Muitos sintomas de desatenção aparecem também em ansiedade, depressão e privação de sono, e só a avaliação diferencia.
Sim. Muitas pessoas compensam os sintomas por anos e só procuram ajuda quando as demandas da vida adulta aumentam. Os sinais, porém, costumam estar presentes desde a infância.
Em muitos casos é possível concluir na primeira consulta, que dura uma hora ou mais. Quando o quadro é mais complexo, pode ser necessário um segundo encontro.
Sim. A consulta pode ser feita por telemedicina, com receitas digitais, inclusive de medicamentos controlados.