O tratamento da depressão tem fases: melhorar dos sintomas, manter a melhora e, quando for o momento, reduzir a medicação com segurança. O tempo varia de pessoa para pessoa e é definido junto com o psiquiatra.
Saber o que esperar em cada fase ajuda a não desistir antes da hora.
Os antidepressivos costumam levar de duas a seis semanas para mostrar efeito. Alguns efeitos colaterais aparecem antes da melhora e tendem a diminuir.
Se a resposta for parcial, o psiquiatra ajusta a dose, troca ou associa remédios. Isso é comum e faz parte do processo.
O objetivo é a melhora completa dos sintomas, e não apenas ficar um pouco melhor.
Depois da melhora, o tratamento costuma ser mantido por pelo menos seis meses a um ano para reduzir o risco de recaída.
Quando indicado, a redução é feita aos poucos e com acompanhamento, nunca de uma vez.
Quem já teve vários episódios pode precisar de tratamento por mais tempo, decisão tomada em conjunto.
Não existe um prazo igual para todos. A duração depende da gravidade do episódio, do número de episódios anteriores, da presença de outros quadros (como ansiedade, uso de álcool ou transtorno bipolar), da resposta à medicação e do momento de vida.
Parar o antidepressivo assim que se sente melhor é uma das causas mais comuns de recaída. A melhora costuma vir antes de o cérebro estar estável, e por isso a fase de manutenção é tão importante.
A retirada brusca de alguns antidepressivos também pode causar sintomas de descontinuação, como tontura, irritabilidade, alterações do sono e sensação de choque. Por isso a redução é planejada com o psiquiatra.
A psicoterapia faz parte do plano e ajuda a reduzir o risco de novos episódios. Cuidar do sono, da atividade física e do uso de álcool também influencia o resultado. Quando a depressão não melhora com os tratamentos habituais, há outras opções, como estimulação magnética transcraniana, escetamina e eletroconvulsoterapia.
Procure ajuda imediata: CVV 188, SAMU 192 ou pronto-socorro, e avise seu psiquiatra.
Pode indicar virada para o polo oposto do humor e precisa de avaliação rápida.
Converse com o médico antes de parar. Muitas vezes um ajuste resolve.
Em geral de duas a seis semanas para os primeiros efeitos, e algumas semanas a mais para o efeito completo. Se não houver melhora, o psiquiatra ajusta o tratamento.
Depois da melhora, costuma-se manter por pelo menos seis meses a um ano. Em depressões recorrentes, o tempo pode ser maior. A decisão é individual.
Não por conta própria. Parar cedo aumenta o risco de recaída, e a retirada brusca pode causar sintomas de descontinuação. A redução é feita aos poucos, com o psiquiatra.
Antidepressivos não causam dependência como os calmantes, mas a retirada deve ser gradual para evitar sintomas de descontinuação.
Ajustes de dose, troca ou associação de remédios resolvem muitos casos. Na depressão resistente, existem opções como estimulação magnética transcraniana, escetamina e eletroconvulsoterapia.