Na bulimia nervosa, episódios de compulsão alimentar são seguidos de tentativas de compensar, como vômitos, laxantes, jejuns ou exercício excessivo. Muitas pessoas têm peso normal e escondem o problema por anos, com muita vergonha. Buscar ajuda cedo reduz riscos e aumenta as chances de recuperação.
Familiares nem sempre percebem, porque o comportamento costuma ser escondido.
Comer com perda de controle e depois vomitar, usar laxantes, jejuar ou se exercitar em excesso.
A autoestima depende muito do peso e da forma do corpo.
Sair logo depois das refeições, com sinais de vômito.
Inchaço nas bochechas, desgaste dos dentes, feridas nos dedos, azia e dor de garganta.
Ansiedade, irritabilidade, tristeza e isolamento.
Fraqueza, tontura, palpitações ou desmaios, que podem indicar alteração de eletrólitos.
Vômitos e laxantes podem alterar o potássio e outros eletrólitos, com risco para o coração. Por isso a avaliação inclui a saúde física e, muitas vezes, exames de sangue.
A terapia cognitivo-comportamental é um dos tratamentos com melhor evidência. Alguns antidepressivos também ajudam a reduzir os episódios, e depressão, ansiedade e outros quadros associados precisam ser tratados. O acompanhamento nutricional ajuda a sair do ciclo de restrição e compulsão.
Um cuidado importante: a bupropiona é contraindicada na bulimia, pelo maior risco de convulsões. Por isso, informe sempre ao médico que prescreve qualquer remédio sobre os sintomas alimentares. Remédios para emagrecer, inclusive as canetas, também exigem muita cautela nesse quadro.
Desmaio, palpitações, dor no peito, fraqueza intensa ou vômitos com sangue pedem pronto-socorro ou SAMU 192.
Procure ajuda imediata: CVV 188, 24 horas e gratuito, ou o pronto-socorro.
Evite comentários sobre peso e comida. Converse com acolhimento e estimule a avaliação médica.
É um transtorno alimentar com episódios de compulsão seguidos de comportamentos para compensar, como vômitos, laxantes, jejum ou exercício excessivo.
Não. Muitas pessoas têm peso normal ou acima, o que faz o problema passar despercebido.
Sim. Pode causar alteração de eletrólitos e arritmias, além de problemas nos dentes e no sistema digestivo. Por isso a avaliação médica é importante.
Psicoterapia, em especial a terapia cognitivo-comportamental, acompanhamento nutricional e, quando indicado, medicação, com a psiquiatria conduzindo o plano.
Não. A bupropiona, por exemplo, é contraindicada. Informe sempre seus sintomas ao médico que prescreve.