O transtorno de compulsão alimentar é o transtorno alimentar mais frequente. A pessoa tem episódios em que come grandes quantidades com sensação de perda de controle, seguidos de culpa e sofrimento, sem as compensações típicas da bulimia. Não é fraqueza: é uma condição de saúde que tem tratamento.
O diagnóstico considera a frequência dos episódios ao longo de meses e o sofrimento que causam.
Comer bem mais do que a maioria das pessoas comeria no mesmo período.
Sentir que não consegue parar ou controlar o que e quanto come.
Continuar comendo mesmo sem fome ou até passar mal de tão cheio.
Comer sozinho por vergonha da quantidade.
Sentir nojo de si, culpa ou desânimo depois do episódio.
Diferente da bulimia, não há vômitos ou laxantes de forma recorrente.
Na consulta, investigo como são os episódios, os gatilhos, o sono e os quadros que costumam vir junto, como depressão, ansiedade e TDAH. Dietas muito restritivas muitas vezes pioram o ciclo de restrição e compulsão, então o plano precisa ser pensado com cuidado.
A terapia cognitivo-comportamental é um dos pilares do tratamento. Quando indicada, a medicação ajuda a reduzir os episódios. A lisdexanfetamina tem indicação em bula para compulsão alimentar em adultos, e a escolha depende de cada caso e dos riscos envolvidos.
Os análogos de GLP-1 também têm sido estudados, com redução da compulsão em pessoas com obesidade, mas esse uso ainda é fora da bula e os estudos têm limitações. Eu os prescrevo quando há indicação, após avaliação e com explicação clara ao paciente.
Comer por emoção é comum. Na compulsão, há perda de controle, episódios frequentes e sofrimento importante.
Não. A medicação pode ajudar muito, mas funciona melhor junto com psicoterapia, rotina alimentar e tratamento dos quadros associados.
Muitas pessoas chegam depois de várias dietas. Rever o diagnóstico e tratar o que está por trás costuma mudar o caminho.
É um transtorno com episódios recorrentes de comer grandes quantidades com perda de controle, seguidos de culpa e sofrimento, sem compensações regulares como vômitos.
O psiquiatra faz o diagnóstico e conduz o tratamento, em conjunto com psicoterapia e acompanhamento nutricional.
Sim. A lisdexanfetamina tem indicação em bula para adultos, e outros remédios podem ser usados conforme o caso. A escolha é individual e deve ser feita pelo médico.
Uma meta-análise de 2026 mostrou redução da compulsão em pessoas com obesidade, mas o uso é fora da bula e as evidências ainda têm limitações. A decisão depende de avaliação médica.
Muitas pessoas alcançam remissão com tratamento adequado. O acompanhamento ajuda a prevenir recaídas.